Casa Horizonte
A casa definitiva de uma família que já entendeu como quer viver.
São Paulo — SPResidência unifamiliarArquitetura + Engenharia · Tijolinho Projetos
O conforto de um novo ciclo
Marcelo e Renata já sabiam o que era morar em espaços onde cada metro quadrado precisava cumprir funções demais. Também já sabiam o que não queriam repetir: uma casa grande apenas para parecer grande, corredores desperdiçados, ambientes difíceis de limpar, uma cozinha isolada, quartos que deixassem de funcionar quando os filhos crescessem.
A Casa Horizonte nasceu quando a família percebeu que havia chegado a uma nova fase. Não precisavam mais construir apenas para conquistar a casa própria. Queriam construir a casa onde pretendiam viver as próximas décadas.
Tudo começou a fazer sentido a partir de cenas muito simples. Uma mesa maior para os almoços de domingo. Uma cozinha onde quem prepara a comida continua participando da conversa. Um jardim onde Clara possa brincar. Um espaço em que Lucas possa crescer e, aos poucos, ganhar sua própria privacidade.
Uma sala que receba os avós sem parecer apertada. Uma varanda que funcione numa terça-feira à tarde e também num sábado cheio de amigos. E uma suíte em que o casal possa simplesmente fechar a porta e desacelerar.
Hoje Lucas tem 13 anos e Clara, 8. Amanhã serão adolescentes. Depois, jovens adultos. O projeto parte justamente dessa percepção: a casa precisa continuar funcionando quando a vida mudar.
Não é uma coleção de ambientes. É uma casa capaz de acompanhar uma vida inteira.
Algumas casas são lembradas pela fachada. Outras, pela mesa.
Sofisticação por proporção, não por excesso.
Marcelo tinha um receio simples: não queria uma casa de cerca de 110 m² que parecesse pequena. A resposta do projeto foi trabalhar a percepção do espaço pelo pé-direito, com cerca de 3,80 m ou mais na área social.
O volume central se eleva em relação aos demais, a cobertura muda de altura e uma abertura alta deixa a luz entrar acima da linha das janelas. O espaço social ganha protagonismo sem exigir que a casa inteira tenha a mesma altura.
Três palavras organizaram o projeto
- 01Acolhimento
uma casa contemporânea que não parecesse fria.
- 02Amplitude
sensação de espaço criada pela proporção, não pela metragem.
- 03Permanência
ambientes que continuem fazendo sentido daqui a dez ou vinte anos.
Morar bem não significa ter mais espaço. Significa ter o espaço certo para viver melhor.
Existe arquitetura aqui. Mas existe vida também.
Cada ambiente existe por um motivo.
Uma casa definitiva não precisa ser uma casa enorme
Mais espaço não significa necessariamente morar melhor.
- Necessidade
- Uma casa para as próximas décadas, sem transformar a construção e a manutenção em protagonistas da rotina.
- Decisão de projeto
- O estudo parte de cerca de 105 a 120 m², com três dormitórios que atendem à família real: a suíte do casal, o quarto de Lucas e o quarto de Clara. Um quarto adicional chegou a ser considerado e foi descartado, para não criar um ambiente feito apenas para ficar fechado.
- Experiência gerada
- A sofisticação não vem de criar metros quadrados: vem de decidir onde vale a pena investir espaço.
A amplitude veio da arquitetura, não do excesso
Pé-direito alto onde a família se encontra.
- Necessidade
- Que a área social não parecesse pequena, mesmo em uma casa compacta.
- Decisão de projeto
- Cerca de 3,80 m de pé-direito na área social, com o volume central mais alto, aberturas maiores e uma faixa de luz acima das janelas.
- Experiência gerada
- O ambiente parece maior, recebe mais luz e ajuda o ar quente a subir e sair — sem que a casa inteira precise da mesma altura.
O coração da casa não é a suíte. É a área social.
Sala, jantar e cozinha como um único núcleo
Integração não é retirar paredes. É permitir que a família continue junta enquanto a vida acontece.
- Necessidade
- Cozinhar, conversar, jantar e receber não são atividades separadas para essa família.
- Decisão de projeto
- Sala, jantar e cozinha formam uma sequência contínua, com a ilha aproximando quem cozinha e as aberturas trazendo o jardim para dentro. O tijolo atravessa os ambientes e dá unidade.
- Experiência gerada
- Lucas toma café rápido, Clara fica por perto, os amigos conversam enquanto alguém cozinha e as refeições pequenas acontecem sem desmontar a dinâmica da casa.
A mesa tem uma história
Projetamos uma mesa grande porque algumas das melhores lembranças vão acontecer ao redor dela.
- Necessidade
- Renata guarda a lembrança da grande mesa de madeira da casa dos pais — onde aconteciam almoço, café, trabalhos escolares, conversas, aniversários e Natal.
- Decisão de projeto
- Mesmo com a ilha, a mesa de jantar permanece no projeto, dimensionada para os almoços de domingo.
- Experiência gerada
- A mesa deixa de ser mobiliário e vira uma espécie de infraestrutura para a memória da família.
Quando a casa recebe, ela cresce para o jardim
A varanda não é área de festa. É extensão da vida diária.
- Necessidade
- Evitar uma área gourmet isolada no fundo do terreno, usada só em ocasiões especiais.
- Decisão de projeto
- Varanda lateral, cozinha, sala e jardim foram pensados quase como partes do mesmo núcleo social.
- Experiência gerada
- Café no fim da tarde. Churrasco no sábado. Almoço com os avós. Crianças entrando e saindo, portas abertas.
O jardim é liberdade
Jardim não é o que sobra depois da construção. É uma das partes da casa.
- Necessidade
- Depois de anos em apartamento, a família queria o lado de fora participando da rotina.
- Decisão de projeto
- Gramado, percurso, árvores, vegetação junto aos muros e pequenas áreas de permanência, em vez de um canteiro decorativo encostado na fachada.
- Experiência gerada
- Para Clara, o jardim é brincadeira. Para o cachorro, movimento. Para Marcelo e Renata, liberdade.
Projetamos para as crianças de hoje e para os adultos que elas vão se tornar.
Os filhos vão mudar. Os quartos precisam mudar com eles.
Longevidade também é projeto.
- Necessidade
- Lucas entrando na adolescência e Clara ainda em uma fase mais infantil.
- Decisão de projeto
- Em vez de “quarto de criança”, dormitórios dimensionados para continuar funcionando quando seus moradores tiverem 18 anos, com espaço para cama, guarda-roupa e mesa de estudos.
- Experiência gerada
- Os brinquedos dão lugar a livros, computador e novas rotinas sem que o quarto precise ser refeito.
A suíte é onde a casa desacelera
O casal não pediu uma suíte de hotel. Pediu silêncio, organização e conforto.
- Necessidade
- Um lugar para fechar a porta no fim do dia.
- Decisão de projeto
- Suíte pensada a partir de cerca de 3,50 × 3,50 m, com cama queen, criados-mudos, circulação confortável e um closet compacto.
- Experiência gerada
- Tijolo, madeira, tecidos claros, luz natural e poucos elementos: o lugar onde a casa baixa o volume.
Uma casa organizada começa nos espaços que quase ninguém fotografa
Organização também é conforto.
- Necessidade
- Roupas, tanque, varal, ferramentas e equipamentos costumam virar improviso dentro de casa.
- Decisão de projeto
- Closet compacto, lavanderia próxima à cozinha mas protegida da vista, e um pequeno depósito técnico para ferramentas e itens de manutenção.
- Experiência gerada
- Os ambientes principais continuam organizados porque cada coisa tem onde ficar.
A garagem não precisa ser a fachada
O carro faz parte da rotina. Não precisa definir a identidade da casa.
- Necessidade
- Duas vagas, sem que o estacionamento virasse o protagonista da composição.
- Decisão de projeto
- Madeira, tijolo, pedra, paisagismo e cobertura trabalham juntos na chegada, e o fechamento frontal garante privacidade sem virar uma grande parede de garagem.
- Experiência gerada
- Quem chega vê a casa — e não o lugar onde o carro dorme.
Tecnologia preparada, não exibida
Algumas decisões custam pouco durante o projeto e muito depois da obra.
- Necessidade
- A família queria deixar o futuro possível sem instalar tudo agora.
- Decisão de projeto
- A cobertura fica preparada para painéis fotovoltaicos, com previsão para coleta de água da chuva, manutenção e passagens técnicas organizadas.
- Experiência gerada
- Quando a decisão chegar, ela não vai exigir quebra-quebra.
Quatro perguntas decidiram cada escolha.
Se uma decisão não melhora conforto, rotina, eficiência ou longevidade, provavelmente ela não precisa estar na casa.
- 01Isso torna a casa mais confortável?
conforto antes de aparência.
- 02Melhora a rotina da família?
o dia a dia decide, não a fotografia.
- 03Reduz desperdícios na construção ou na manutenção?
o que é simples de construir costuma ser simples de manter.
- 04Continuará fazendo sentido daqui a dez ou vinte anos?
a casa é para o próximo ciclo da família.
Da chegada ao quarto: a casa em um dia comum.
Todas as 16 imagens
Primeiro a arquitetura trabalha. Depois a tecnologia complementa.
- Ventilação cruzada
- Aberturas opostas
- Janelas altas
- Proteção solar
- Pé-direito elevado
- Cobertura sanduíche
A família não queria depender permanentemente de climatização artificial. Por isso o projeto trabalha com ventilação cruzada, aberturas opostas, grandes janelas, proteção solar, pé-direito alto e cobertura sanduíche.
Uma casa confortável não deveria depender exclusivamente de equipamentos para ser agradável. Luz natural, circulação do ar, sombra e cobertura fizeram parte da arquitetura desde as primeiras decisões.
Contemporânea, mas ainda reconhecível como lar.
Marcelo gosta de arquitetura contemporânea; Renata temia uma casa fria. O equilíbrio veio da matéria: off-white, areia, madeira natural, concreto, pedra e tijolo aparente, com vegetação por toda parte.
O tijolo não precisa aparecer em todas as paredes para definir a identidade da casa. Ele divide espaço com superfícies claras e marcenaria branca, funcionando como elemento arquitetônico e não como excesso visual.
Cada material com uma função
- 01Tijolo aparente
traz textura.
- 02Madeira
traz calor.
- 03Concreto
traz neutralidade.
- 04Pedra
traz peso.
- 05Superfícies claras
trazem luz.
- 06Vegetação
traz vida.
Existe arquitetura aqui. Mas existe vida também.
Não projetamos uma casa maior. Projetamos uma casa que parece maior onde realmente importa.
A casa foi desenhada a partir de cenas, e não apenas de ambientes: a segunda-feira às 7h20 com a família tomando café sem se atrapalhar; o sábado às 18h com amigos, churrasqueira e crianças entrando e saindo do jardim; o domingo às 13h com os avós à mesa e as portas abertas; a terça às 22h com a casa silenciosa.
E daqui a quinze anos, com os filhos talvez fora de casa, todos os espaços continuam fazendo sentido.
- 105–120 m²
- Área do estudo
- ≈ 3,80 m
- Pé-direito da área social
- 3
- Dormitórios
- 2
- Vagas cobertas
A comprovação gráfica de tudo que foi contado até aqui.
Leitura gráfica da implantação
- 01Área social
Sala, jantar e cozinha em sequência, sob o pé-direito mais alto.
- 02Ilha e mesa
A ilha aproxima quem cozinha; a mesa grande permanece.
- 03Varanda lateral
Extensão da área social em direção ao jardim.
- 04Suíte do casal
Cerca de 3,50 × 3,50 m, com closet compacto.
- 05Quartos dos filhos
Dois dormitórios preparados para a adolescência.
- 06Lavanderia
Próxima à cozinha e protegida da vista.
- 07Depósito técnico
Ferramentas, equipamentos e manutenção.
- 08Vagas cobertas
Duas, integradas à chegada e ao paisagismo.
Os números do projeto.
Ficha técnica
- Projeto
- Casa Horizonte
- Localização
- São Paulo — SP
- Tipologia
- Residência unifamiliar
- Sistema construtivo predominante
- Tijolo ecológico
- Área do estudo
- Cerca de 105 a 120 m²
- Dormitórios
- 3 (suíte do casal e dois quartos)
- Pé-direito da área social
- Cerca de 3,80 m
- Suíte do casal
- Cerca de 3,50 × 3,50 m, com closet compacto
- Apoio
- Lavanderia protegida e depósito técnico
- Cobertura
- Telha sanduíche, preparada para painéis fotovoltaicos
- Vagas
- 2, cobertas
- Etapa
- Conceito e estudo preliminar
- Projeto de
- Tijolinho Projetos / Tijolinho Eco
Escopo e créditos
- Projeto arquitetônico
- Modulação e paginação
- Projeto estrutural
- Projeto elétrico
- Projeto hidrossanitário
- Visualização 3D
- Autoria
- Tijolinho Projetos / Tijolinho Eco
- Arquitetura
- Tijolinho Projetos
- Engenharia
- Eng. Failon Menezes
Interiores, paisagismo, orçamento detalhado e acompanhamento de obra só fazem parte de um projeto quando contratados. O escopo final é definido em proposta.
Alguns projetos resolvem uma fase da vida.
A Casa Horizonte foi desenhada para continuar fazendo sentido depois dela.
O projeto não foi pensado apenas para a família que eles são agora. Foi pensado para quando Lucas e Clara forem adolescentes. Para quando os filhos saírem de casa. Para os almoços que ainda não aconteceram, para as visitas que ainda não chegaram e para o casal que continuará vivendo ali quando muita coisa já tiver mudado.
Contemporânea, mas não fria. Elegante, mas não ostentatória. Compacta, mas não apertada. Natural, mas não rústica. Bonita, mas principalmente confortável.
Sua casa também pode ser pensada para o próximo ciclo da sua família.
Na Tijolinho Projetos, arquitetura e engenharia são desenvolvidas juntas para transformar rotina, terreno e orçamento em uma casa bonita, confortável e possível de manter. Conte para nós como você imagina a sua.
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