Casa Vereda
Uma casa para viver a paisagem.
Capitólio — MGResidência de campoArquitetura + Engenharia · Tijolinho Projetos
Uma casa para viver o lado de fora sem precisar sair de casa
Ramon e Maxleny queriam uma casa acolhedora para a vida no campo. Não bastava que ela estivesse cercada pela natureza. Era preciso que a arquitetura permitisse perceber essa natureza durante o cotidiano.
Ver a paisagem enquanto se está à mesa. Sentir o ar atravessando os ambientes. Passar uma tarde inteira na varanda. Reunir pessoas para cozinhar enquanto o horizonte continua fazendo parte da conversa. Ou simplesmente encontrar um lugar mais reservado para descansar e observar o entorno.
Foi a partir dessa relação entre casa e paisagem que o projeto começou a ganhar forma. Em vez de concentrar a experiência apenas dentro das paredes, criamos grandes áreas de transição entre interior e exterior.
O ambiente social se abre. O gourmet se prolonga para o deck. As coberturas avançam sobre a casa e criam sombra. A madeira aquece os espaços. A pedra aproxima a construção do terreno. E grandes aberturas mantêm a paisagem presente mesmo quando a família está dentro da residência.
Ao mesmo tempo, a área íntima foi preservada. Dois dormitórios recebem os hóspedes, enquanto a suíte principal ganha dimensões mais generosas, closet, banheiro e uma varanda exclusiva. Assim, a casa consegue abrir-se para o mundo e, ao mesmo tempo, oferecer lugares de recolhimento.
No final, o projeto não procura simplesmente ocupar um terreno em Capitólio. Procura criar uma maneira mais próxima, tranquila e cotidiana de viver aquele lugar.
Morar no campo não deveria significar apenas enxergar a natureza pela janela. Deveria significar fazer parte dela.
Entre dentro e fora, criamos novos lugares para ficar.
Entre a casa e a paisagem existe uma terceira forma de morar.
Uma casa que não tenta competir com a paisagem. Ela cria lugares para vivê-la. A arquitetura é horizontal, com grandes coberturas, varandas profundas, pérgolas, madeira, pedra e amplas aberturas — e cria constantemente um espaço intermediário: nem completamente dentro, nem completamente fora.
A tabela da Revisão 02 mostra o tamanho dessa decisão: 32,47 m² de deck coberto, 26,46 m² de deck pergolado e uma área gourmet de 51,68 m². Os espaços de transição não foram tratados como acessórios. Eles fazem parte da casa.
A casa se organiza em três camadas
- 01Os ambientes internos
estar, jantar, cozinha e dormitórios.
- 02A faixa intermediária
varandas, deck coberto, deck pergolado e gourmet, sob as grandes coberturas.
- 03O jardim e a paisagem
o gramado, a vegetação e a mata ao redor.
É nessa faixa intermediária que está a essência do projeto.
A casa não precisava trazer a natureza para dentro. Precisava permitir que a vida se aproximasse dela.
Cada ambiente existe por um motivo.
A convivência ganhou espaço de verdade
Aqui, receber não acontece em um cômodo. Acontece na casa inteira.
- Necessidade
- Uma casa de campo pensada para receber pessoas e conviver, não para acumular cômodos.
- Decisão de projeto
- Estar, jantar e cozinha formam um grande ambiente integrado de 55,59 m², conectado ao gourmet de 51,68 m² e aos decks. Os maiores espaços do projeto não estão nos dormitórios: estão onde a vida acontece em conjunto.
- Experiência gerada
- Alguém cozinha. Outra pessoa permanece à mesa. Outros estão na varanda. E todos continuam pertencendo ao mesmo encontro.
Cozinhar olhando para fora
Integração não significa simplesmente retirar paredes. Significa criar relações melhores entre os ambientes.
- Necessidade
- Que a cozinha não ficasse escondida da paisagem nem da convivência.
- Decisão de projeto
- Cozinha, mesa, gourmet e exterior foram relacionados diretamente, com grandes esquadrias colocando os ambientes internos em contato com as áreas cobertas.
- Experiência gerada
- Enquanto alguém prepara uma refeição, a relação com quem está à mesa e com o lado de fora permanece.
A varanda não contorna a casa. Ela faz parte da casa.
A varanda virou parte da rotina
Não queríamos apenas uma casa com varanda. Queríamos uma casa em que a varanda fosse parte da maneira de morar.
- Necessidade
- Numa casa de campo, o lado de fora não pode depender de um dia perfeito para ser usado.
- Decisão de projeto
- A cobertura avança generosamente sobre as fachadas e cria extensas áreas protegidas: sombra, lugar para sentar, mesa, gourmet e percurso coberto.
- Experiência gerada
- O café pode acontecer ali. O almoço. A conversa. Uma tarde de chuva. O fim do dia. A arquitetura cria mais oportunidades para a família usar o próprio terreno.
Um gourmet que funciona como uma segunda sala
Uma sala de jantar voltada para a paisagem.
- Necessidade
- Um lugar para comer, cozinhar, conversar e permanecer — não reservado apenas para festas.
- Decisão de projeto
- O gourmet ocupa 51,68 m², com mesa grande, bancada, churrasqueira e relação completamente aberta com o entorno.
- Experiência gerada
- Comer, cozinhar, conversar e ficar se misturam no mesmo ambiente, que pode fazer parte da rotina e não apenas das ocasiões especiais.
Uma grande cobertura para uma vida que acontece dentro e fora
Cobrir onde é necessário. Abrir onde vale a pena.
- Necessidade
- Proteger os espaços de estar sem fechar a casa para a paisagem.
- Decisão de projeto
- As grandes coberturas não funcionam apenas como telhado: criam sombra, proteção, profundidade, varandas e transição, e reúnem a casa sob um único gesto.
- Experiência gerada
- A vida continua acontecendo do lado de fora mesmo quando é preciso estar protegido, e o conjunto ganha unidade visual.
Abrir a casa para a paisagem sem abrir mão da privacidade.
A casa recebe sem tirar a privacidade de quem mora
Receber bem também significa permitir que cada pessoa tenha seu espaço.
- Necessidade
- Hospedar família e amigos sem que eles precisem ocupar o universo mais privado do casal.
- Decisão de projeto
- Dois dormitórios de hóspedes, com 15 m² cada, organizados em torno de uma circulação própria e de um banheiro de 5,92 m².
- Experiência gerada
- Os hóspedes ficam próximos da casa e da convivência. A casa aproxima quando é hora de estar junto e preserva a privacidade quando é hora de descansar.
Um refúgio dentro do próprio refúgio
Depois de abrir a casa para todos, criamos um lugar só para dois.
- Necessidade
- Um lugar de silêncio para o casal, com contato próprio com a paisagem.
- Decisão de projeto
- A suíte principal reúne dormitório de 25,60 m², banheiro de 6,60 m², closet de 5,40 m² e uma varanda privativa de 12,60 m² — uma hierarquia clara em relação aos quartos de hóspedes.
- Experiência gerada
- Um pequeno refúgio dentro da residência. O contato com a paisagem não pertence apenas aos espaços sociais: também faz parte dos momentos de silêncio.
A paisagem não é cenário. É parte da arquitetura.
O melhor deste terreno já estava aqui. Nosso trabalho foi fazer a casa aproveitá-lo.
- Necessidade
- Reconhecer o que já existia de especial no terreno em vez de tentar criar outra paisagem.
- Decisão de projeto
- A implantação aproveita a proximidade com a reserva florestal para proporcionar privacidade, vistas e sombreamento.
- Experiência gerada
- A casa trabalha a favor do lugar. Nem sempre a melhor arquitetura é a que chama mais atenção — às vezes é a que sabe escutar.
A paisagem vista da casa — e a casa vista da paisagem.
Todas as 13 imagens
Conforto começa na maneira como a casa encontra o lugar.
- Luz natural
- Ventilação cruzada
- Aberturas
- Sombreamento
- Grandes coberturas
- Relação com o entorno
Entrada de luz natural, ventilação cruzada e a relação entre os ambientes internos e o entorno estiveram entre os objetivos do projeto desde a prancha conceitual.
Grandes portas de vidro, janelas em diferentes fachadas, ambientes sociais abertos e amplas áreas externas cobertas fazem com que orientação, aberturas, sombra e ventilação sejam parte da arquitetura — e não um ajuste feito depois.
Materiais que aproximam a casa do campo sem torná-la rústica.
Não é a estética clássica de uma casa rural. Também não é um volume branco e frio de arquitetura contemporânea. É um intermediário: contemporânea, mas acolhedora.
A base revestida de pedra cria um embasamento visual para a casa, uma transição entre arquitetura e paisagem. Acima dele, tijolo claro e madeira deixam o conjunto mais leve. Uma casa que parece pertencer ao terreno.
O que compõe a casa
- 01Pedra natural
faz a casa tocar o solo.
- 02Tijolo ecológico claro
mantém a textura das fachadas.
- 03Madeira
aquece pérgolas, forros e detalhes.
- 04Vidro e esquadrias escuras
aproximam a paisagem.
- 05Telhas metálicas claras
na cobertura contemporânea que organiza o conjunto.
- 06Pisos neutros e paisagismo abundante
costurando casa, decks e jardim.
A pedra faz a casa tocar o solo. A madeira aquece. O tijolo mantém textura. O vidro aproxima a paisagem.
Não aumentamos a casa para criar mais cômodos. Criamos mais lugares para viver.
A casa fechada tem 151,46 m². Com os demais espaços previstos no projeto, a área construída total chega a 299,56 m².
O mais interessante não é o número, e sim onde esses metros foram colocados: estar integrado, gourmet, decks, varandas, receber pessoas e permanecer do lado de fora.
- 151,46 m²
- Casa fechada
- 299,56 m²
- Área construída total
- 51,68 m²
- Gourmet
- 58,93 m²
- Deck coberto e pergolado
A comprovação gráfica de tudo que foi contado até aqui.
Leitura gráfica da implantação
- 01Estar, jantar e cozinha
55,59 m² integrados.
- 02Gourmet
51,68 m², conectado aos decks.
- 03Deck coberto
32,47 m² sob a grande cobertura.
- 04Deck pergolado
26,46 m² sob a pérgola de madeira.
- 05Dormitórios de hóspedes
Dois, com 15 m² cada, e circulação própria.
- 06Banheiro
5,92 m², junto aos dormitórios de hóspedes.
- 07Suíte principal
Dormitório de 25,60 m², banheiro de 6,60 m² e closet de 5,40 m².
- 08Varanda privativa
12,60 m², ligada à suíte principal.
Os números do projeto.
Ficha técnica
- Projeto
- Casa Vereda
- Localização
- Capitólio — MG
- Tipologia
- Residência de campo
- Sistema construtivo predominante
- Tijolo ecológico
- Casa fechada
- 151,46 m²
- Área construída total
- 299,56 m²
- Estar, jantar e cozinha
- 55,59 m²
- Gourmet
- 51,68 m²
- Deck coberto
- 32,47 m²
- Deck pergolado
- 26,46 m²
- Dormitórios de hóspedes
- 2, com 15 m² cada
- Banheiro de hóspedes
- 5,92 m²
- Suíte principal
- Dormitório 25,60 m² · banheiro 6,60 m² · closet 5,40 m²
- Varanda da suíte
- 12,60 m²
- Projeto de
- Tijolinho Projetos / Tijolinho Eco
- Revisão
- Revisão 02
Escopo e créditos
- Projeto arquitetônico
- Modulação e paginação
- Projeto estrutural
- Projeto elétrico
- Projeto hidrossanitário
- Visualização 3D
- Autoria
- Tijolinho Projetos / Tijolinho Eco
- Arquitetura
- Tijolinho Projetos
- Engenharia
- Eng. Failon Menezes
Interiores, paisagismo, orçamento detalhado e acompanhamento de obra só fazem parte de um projeto quando contratados. O escopo final é definido em proposta.
Quando a paisagem já oferece tanto, a arquitetura não precisa disputar atenção com ela.
Precisa apenas criar o lugar certo para apreciá-la.
A Casa Vereda não foi pensada simplesmente para ocupar um terreno em Capitólio. Foi pensada para aproveitar aquilo que já tornava aquele lugar especial. A luz. O verde. A privacidade. A vista. O silêncio.
Sua casa também pode nascer do lugar onde ela vai estar.
Na Tijolinho Projetos, arquitetura e engenharia são desenvolvidas juntas para transformar o terreno, a paisagem e a forma como você quer viver em uma casa bonita, funcional e inteligente de construir. Conte para nós como você imagina a sua.
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